Cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar, a princípio originária da espécie Saccharum officinarum, provém do território asiático, e era aí semeada desde tempos ancestrais. No Brasil está planta desembarcou pelas mãos dos portugueses, no início do século XVI. Ela prosperou principalmente no Nordeste deste país, sendo responsável por convertê-lo no melhor criador e exportador de açúcar neste período, que se estendeu até o século XVII.

Hoje, porém, é na região interiorana de São Paulo que se localiza a maior parte dos canaviais. E o açúcar não é mais seu principal produto, pois atualmente o álcool, especialmente o etanol, extraído deste vegetal, é o que mais destaca economicamente, pois, enquanto combustível alternativo, contribui igualmente para o desenvolvimento sustentável.

Após o plantio, a lavoura de cana-de-açúcar permite de três a oito colheitas consecutivas, dependendo de vários fatores como: variedades, manejo de solo e de água e clima. Esta lavoura recebe o nome de cana-planta, no seu primeiro corte; soca ou segunda folha, no segundo; e, ressoca ou folha de enésima ordem nos demais cortes até a última colheita, completando, assim, o ciclo da cana plantada, quando é feita a renovação do canavial.

Com o término do ciclo da cana, o produtor pode optar por renovar imediatamente seu plantio ou proceder a rotação com outras culturas. Essa opção irá depender do seu objetivo que, resumidamente, pode ser melhoria das condições físico-químicas ou aumento de renda.

O sistema mais comum de utilização de culturas em rotação ou reforma envolve operações como: retirada da cana (entre setembro e outubro), destruição da soqueira, calagem, preparo do solo, plantio da cultura anual, colheita (entre fevereiro e março) e novo plantio de cana, logo em seguida.

Durante a renovação do canavial, normalmente, faz-se o uso de espécies de plantas conhecidas como adubos verdes, cujo objetivo é obter uma cobertura superficial e manter ou melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, inclusive em profundidade.

O cultivo de espécies de ciclo curto em áreas de renovação de cana-de-açúcar proporciona ao produtor uma série de vantagens agronômicas, econômicas, políticas e sociais. Algumas vantagens da rotação de culturas em cana-de-açúcar são:

Em áreas de reforma do canavial pode-se optar pelo plantio de leguminosas, sobretudo de Crotalaria juncea, soja e amendoim, sendo que a escolha deve ser feita em função do local a ser utilizado para o plantio, da declividade da área, da predisposição a pragas de solo e disponibilidade de máquinas e implementos para implantação da atividade.

Crotalaria juncea

Como adubo verde, a Crotalaria juncea apresenta as seguintes vantagens:

Fontes:
Agência Embrapa de Informação Tecnológica. Autor(es): Antonio Dias Santiago; Raffaella Rossetto.

Infoescola. Autora: Ana Lucia Santana.


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